Teresa era uma menina da Lapa, centro histórico do Rio de Janeiro. Seu trabalho de todo dia era catar latinhas pela cidade, como forma de ajudar no sustento da família. Mas a quarta-feira de cinzas era um dia diferente para a menina: seu único dia de trégua, de férias, de carnaval. Por entre lixos e sobras foliãs, a imaginação de Teresa ia longe, da realidade crua para as brincadeiras de criança. Neste conto, olhos voltam-se para o chão - restos de adereços, confetes e serpentinas, enquanto a mente alça voos para a fantasia e para o universo lúdico existente em cada um de nós.
Restos de alegria
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