Amélia fazia o seu caminho de volta do trabalho noturno voluntario, como bibliotecária na biblioteca municipal da pequena cidade do interior de Pernambuco. A noite era daquelas escuras, sem estrelas, nem tão pouco o brilho da lua, havia ainda uma chuva forte, aquelas de pingos grossos, que caso batam na pele chegariam a machucar. Amélia passava ao lado da catedral, em uma das mãos levava livros que os apertava contra o peito, já na esquerda levava um guarda-chuva que certamente a protegia dos grossos pingos. Noites escuras e de chuva ofereciam grande perigo na pequena cidade, e Amélia ciente disso depositava sua atenção em todos os cantos do espaço. Ela pôde ver um cachorro, sôfrego no frio agasalhado em papelão, com certeza obra de uma alma caridosa que se compadecerá com o sofrimento do pobre cão. Ouviu-se uma buzina de carro que tirou atenção de Amélia do animal...
Rosto De Cor Branco Morto
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