“Dentro da carroça, Helen sonhava com um pouco de privacidade e Martha com um banquete. Phillip Tilak era um pouco mais ousado, continuava a desejar a plenitude da paz. Os outros homens idealizavam apenas algumas doses de uísque, ou uma caneca de cerveja. Loreena não sonhava, nem conseguia engolir a decepção. Mas ela estava convencida de que tudo tinha um preço, e já havia mostrado que estava disposta a sacrificar o que quer que fosse para proteger a família dos perigos e horrores da guerra. Loreena ainda não sabia que a bela paisagem que os circundava ocultava um inimigo particular, o que havia lhe tirando o direito de sonhar.”
Para tentar apagar da memória as tritezas decorrentes dos últimos acontecimentos, a família Hill decidiu seguir o conselho de um amigo: deixar a Europa e passar algum tempo numa pacata cidade do nordeste americano. Após a atravessar o Atlântico, eles se hospedaram em um hotel em Nova Orleans. A intenção da família era retomar a viagem dentro de alguns dias, tão logo pudessem embarcar num vapor que os levasse ao destino final – o Maine. A despeito do plano, o acaso assumiu o controle da vida da família Hill, após a deflagração da Guerra Civil Americana.
Traumatizados, eles se dirigiram para o horizonte desconhecido e desabitado, numa luta cotidiana contra a fome, a exaustão, a decepção e o medo; submetendo-se aos rigores da natureza e valendo-se apenas do que lhes restou: um fio de esperança e um instinto animal de sobrevivência.
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