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    Silogismos da amargura

    Por Emil Cioran
    Existem 15 citações disponíveis para Silogismos da amargura

    Sobre



    Publicado em 1952 sem imediato sucesso, Silogismos da amargura é tido hoje em dia como um mergulho tonificante nas ideias do pensador Cioran, um filósofo que já foi comparado a Kierkegaard, Nietzsche e Wittgenstein. Dois temas básicos atravessam essa obra tão sintética quanto profunda: a noção do Mal, teológica, e a decadência da civilização ocidental, histórica. Atraído pelo que ele mesmo chama de ?naufrágio?, pelo ?brilho do nada de tudo o que vive?, Cioran interroga a vida, em todas as suas formas, e questiona os sentidos que a ela são atribuídos. O resultado é uma obra que sobrevive, como ele mesmo diz, referindo-se a Proust e Baudelaire, graças ?à gratuidade de sua crueldade, à sua cirurgia demoníaca, à generosidade de seu fel?, e que justifica plenamente o fato de, a cada ano, atrair mais jovens para a legião de admiradores do pensamento original de Cioran.
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    Citações de Silogismos da amargura

    Neste “grande dormitório”, como um texto taoísta chama o universo, o pesadelo é a única forma de lucidez.

    Se acreditamos com tanta ingenuidade nas ideias é porque esquecemos que foram concebidas por mamíferos.

    É fácil ser “profundo”; basta deixar-se invadir por suas próprias taras.

    Desconfie dos que dão as costas ao amor, à ambição, à sociedade. Se vingarão por haver renunciado a isso.

    O pessimista deve inventar cada dia novas razões de existir: é uma vítima do “sentido” da vida.

    A arte de amar? Saber unir a um temperamento de vampiro a discrição de uma anêmona.

    A lisonja transforma uma pessoa de caráter em uma marionete, e, em um instante, sob a influência de sua doçura, os olhos mais vivos adquirem uma expressão bovina. Insinuando-se mais fundo que a doença e alterando, ao mesmo tempo, as glândulas, as entranhas e o espírito, ela é a única arma de que dispomos para dominar os nossos semelhantes, para desmoralizá-los e corrompê-los.

    Sonho às vezes com um amor longínquo e vaporoso como a esquizofrenia de um perfume…

    Desde que Schopenhauer teve a ideia disparatada de introduzir a sexualidade na metafísica, e Freud a de substituir o equívoco picante por uma pseudociência de nossos transtornos, é admissível que qualquer um nos fale da “significação” de suas proezas, de sua timidez e de seus êxitos. Assim começam todas as confidências e acabam todas as conversas. Dentro em pouco nossas relações com os outros se reduzirão ao registro de seus orgasmos efetivos ou inventados… É o destino de nossa raça, devastada pela introspecção e pela anemia: reproduzir-se através da palavra, ostentar suas noites, exagerar seus desfalecimentos e seus triunfos.

    A música, sistema de adeuses, evoca uma física cujo ponto de partida não seriam os átomos, mas as lágrimas.

    Quanto mais desiludido está alguém, mais se arrisca, caso apaixonado, a reagir como uma mocinha leviana.

    Para passar das cavernas aos salões, precisamos de um tempo considerável; necessitaremos outro tanto para percorrer o caminho inverso ou queimaremos as etapas? Pergunta inútil para os que não pressentem a pré-história…

    Algumas gerações mais e o riso, reservado aos iniciados, será tão impraticável como o êxtase.

    Quando me surpreendo em um momento de revolta, tomo um sonífero ou consulto um psiquiatra. Qualquer procedimento é bom para quem persegue a Indiferença sem estar predisposto a ela.

    Antigamente se passava com gravidade de uma contradição a outra; agora sofremos tantas ao mesmo tempo que não sabemos mais por qual nos interessar, nem qual resolver.

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