Suicida
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Julio Janin, no folhetim do Jornal dos Debates de 30 de março do corrente anno (1863), escreveu o seguinte: «No anno da graça de 1836, o mez de abril correu aprazivel e delicioso; e no mez de maio resoaram canções que farte. Ora, a ponto de expirar o mavioso abril e repontar o maio (apenas são volvidos vinte e sete annos e tres revoluções!) as turbas afanadas e curiosas acotovelavam-se no vestibulo do theatro da Porte-Saint-Martim.
palavras de Balzac: Cada suicida é um poema sublime de melancolia…
A desgraça tem d’estes sorrisos que são, a dentro do peito, unhas de ferro.
A desgraça, quando colhe de sobresalto os seus predilectos, quebra os elos da corrente que parecia forjada por esforço de virtudes domesticas para os duradouros contentamentos do amor.
Acabou por ser em Bassora ou Badgad não sei que sultão oriental bochechudo, pantafaçudo, enojado, somnolento e amodorrado. Este pintalegrete, este chasqueador, aliás amabilissimo, que foi o adail, o porta-bandeira do motim litterario de 1815, não nascera para contemplações absortas nem aventuras grandiosas.
São estas aproximadamente as palavras de Philarète Chasles: «… Vêde-me este personagemzinho [5] franzino e louro, gracioso e fino, melodioso e sardonico, taful, garrido, esbelto, refinadamente casquilho. Casou romanticamente. Assim se casavam quasi todos os litteratos do nosso tempo.
Os livros nada ensinam na alçada do coração. A experiencia, sim; mas a lição vem tarde. Quem ensina tudo é a velhice.
A França morreu de amores por Hoffmann falsificado por Loeve e apregoado por Koraff…»
Tinha o desempeno social, o conhecimento dos homens, a flexibilidade, a solercia. Como Congrève, pavoneava-se de não ser homem de letras. Arreda! Não que a tinta suja os dedos…
O nosso patricio, encarreirado prosperamente no trafico mercantil, assentou que lhe era dever acudir aos desterrados pobres; e assim, quantos portuguezes se soccorriam de sua valia encontraram franco e inexhaurivel aquelle coração de ouro, e o ouro das suas gavetas. Os
chalets mais imbrincados. Afóra isto, dava-se como directa senhora e emphyteuta de terrenos na Foz e outros pontos convidativos a edificação. De modo que, se lia no Primeiro de Janeiro ou Commercio do Porto o annuncio d’uma propriedade á venda, no dia seguinte contra-annunciava que a propriedade era sua,
Cada suicida é um poema sublime de melancolia.