A rotina de Surianar era seguida e aceite por toda a gente. O nevoeiro cercava-os e as histórias do que estaria perdido dentro desse nevoeiro eram passadas de geração em geração. Nas tradicionais festas de Surianar o mestre contava com voz grave a história de um jovem destemido que encontrara na sua impulsividade a morte. Decidira aventurar-se pelo nevoeiro enquanto os amigos aguardavam de fora. Quando os gritos ecoaram nada pudera ser feito. A mãe dele ainda vivia mas não dizia uma palavra desde o desaparecimento do filho. Cada vez que alguém mais novo pensava em aventurar-se, recordavam-lhe subtilmente esta história e a necessidade de aventura era rapidamente esquecida.
De qualquer forma, evocava frequentemente o mestre, quem quereria sair de Surianar? Tinham tudo o que necessitavam e viviam uma vida satisfatória. Demorariam pelo menos uma lua a atravessar o território num cavalo veloz.
Quem de facto?... Aslin não o podia desejar com mais força.
De qualquer forma, evocava frequentemente o mestre, quem quereria sair de Surianar? Tinham tudo o que necessitavam e viviam uma vida satisfatória. Demorariam pelo menos uma lua a atravessar o território num cavalo veloz.
Quem de facto?... Aslin não o podia desejar com mais força.