Jovens sem rumo ficam ainda mais perdidos quando chegam às férias. A partir de um narrador sem nome o estreante Davi Boaventura mostra que é possível sim escrever com profundidade desde a juventude. Os amigos mergulham em busca de um sentido que não se mostra na superfície, apelam para o álcool e mesmo assim não conseguem livrar-se das angústias que não deixam chegar a um diagnóstico preciso. Em várias partes falta o fôlego e as muitas possibilidades da vida são apresentadas nesse texto capaz de captar também leitores maduros. A falta de autoestima desse mesmo narrador ajuda a aproximar o texto de adolescentes que também buscam delimitar o seu espaço no mundo. Uma certeza perpassa toda a história, a ingenuidade é algo que deve ficar pelo meio do caminho, quanto mais cedo, melhor. Segundo Daniel Galera: “um relato sufocante dos estertores de uma adolescência sem rumo”.
Talvez não tenha criança no céu
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