Teimosias da imaginação se desenrola na inquietação de sentimentos de traição, solidão, amor, desamor, medo, sonhos e devaneios. E muitas vezes, porém, elas se sobrepõem de maneira mais ou menos violenta, lembrando relações complicadas e imperfeitas dos seres humanos.
... Logo no começo os via um a um, na juventude. Depois no conjunto. Mais tarde numa só idade.
Ela diz: E o que vê agora?
Eu digo: Só moribundos. Condenados. Plantas humanas, arraigados. Cada um com seus vícios. Também um tanto ridículos. Condenados a tombar, ali, a nossos olhos. Digo aos olhos de mulher...
...No passado eles não viam nada, aos seus veres eram coisas inocentes, mas já punidas para seus futuros.
Ela diz: De onde vinha aquela luxúria daquela gente?
Eu digo: Impossível saber.
Ela pergunta: E aquela indecência?
Digo: Impossível saber.
Talvez aos primórdios onde a caça fosse privilégio deles.
Ela pergunta: Mas por que continuam caçando?
Digo: Não sei. Impossível saber...
... Um bando de vis ladrões atacou-me e deixou-me mal tratada, sozinha nesta estrada, ferida e só. Eis que me ajudo para não sentirem pena da pobre.
Mas já teve alguém que se apiedou. Embora os outros rissem. Mas eu não me importei, lá vai a coitada! Foi traída!
Ela perguntou: Mas por que te sentes assim?
Eu digo: Tu achas que quis passar por isso? Não!
As minhas mãos eu estendi, por que sei ser falho o meu poder. E no vale escuro me prendi, só o meu caráter poderás valer.
Meus pés não hão de falhar. Nem de noite nem de dia que me vigiem, até o alvo eu alcançar.
Ela me pergunta: Mas quem é seu alvo?
Eu digo: Em medo e angústia eu já vivi. E não confiei mais. Não há nada mais a me reter. O meu coração a porta abro e fazes de mim o que aprouver...
... Está tudo limpo. A casa. A vida.
Disse para mim mesma que queria ser amada. E depois que o sol levantou-se, foi brutal o movimento. Ficaste apenas no filme depois de teres partido. Agora me corre o filme da tua ausência.
Ela pergunta: Mas que filme é esse tão complicado?
Eu digo: Já não tenho mais imagens para lhe dar. Ele partiu. Roubou-me as cenas. E o filme vai ficar assim, como está. Já não sei onde paramos, em qual ponto nos perdemos. Vai ficar assim apenas no filme. Por que nenhuma imagem vai mais prolongá-lo...
... Logo no começo os via um a um, na juventude. Depois no conjunto. Mais tarde numa só idade.
Ela diz: E o que vê agora?
Eu digo: Só moribundos. Condenados. Plantas humanas, arraigados. Cada um com seus vícios. Também um tanto ridículos. Condenados a tombar, ali, a nossos olhos. Digo aos olhos de mulher...
...No passado eles não viam nada, aos seus veres eram coisas inocentes, mas já punidas para seus futuros.
Ela diz: De onde vinha aquela luxúria daquela gente?
Eu digo: Impossível saber.
Ela pergunta: E aquela indecência?
Digo: Impossível saber.
Talvez aos primórdios onde a caça fosse privilégio deles.
Ela pergunta: Mas por que continuam caçando?
Digo: Não sei. Impossível saber...
... Um bando de vis ladrões atacou-me e deixou-me mal tratada, sozinha nesta estrada, ferida e só. Eis que me ajudo para não sentirem pena da pobre.
Mas já teve alguém que se apiedou. Embora os outros rissem. Mas eu não me importei, lá vai a coitada! Foi traída!
Ela perguntou: Mas por que te sentes assim?
Eu digo: Tu achas que quis passar por isso? Não!
As minhas mãos eu estendi, por que sei ser falho o meu poder. E no vale escuro me prendi, só o meu caráter poderás valer.
Meus pés não hão de falhar. Nem de noite nem de dia que me vigiem, até o alvo eu alcançar.
Ela me pergunta: Mas quem é seu alvo?
Eu digo: Em medo e angústia eu já vivi. E não confiei mais. Não há nada mais a me reter. O meu coração a porta abro e fazes de mim o que aprouver...
... Está tudo limpo. A casa. A vida.
Disse para mim mesma que queria ser amada. E depois que o sol levantou-se, foi brutal o movimento. Ficaste apenas no filme depois de teres partido. Agora me corre o filme da tua ausência.
Ela pergunta: Mas que filme é esse tão complicado?
Eu digo: Já não tenho mais imagens para lhe dar. Ele partiu. Roubou-me as cenas. E o filme vai ficar assim, como está. Já não sei onde paramos, em qual ponto nos perdemos. Vai ficar assim apenas no filme. Por que nenhuma imagem vai mais prolongá-lo...