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    Tempo de Delicadeza

    Por Affonso Romano de Sant'Anna
    Existem 5 citações disponíveis para Tempo de Delicadeza

    Sobre



    Neste livro, estão reunidos 47 textos em que o cronista ? herdeiro literário de Rubem Braga e Fernando Sabino ? delicadamente trata de assuntos corriqueiros da vida com o olhar demorado e singular da poesia. Um prato cheio para os fãs do autor e para os admiradores do melhor da crônica brasileira.


    Confira um trecho da crônica "Tempo de delicadeza":

    "Sei que as pessoas estão pulando na jugular umas das outras.
    Sei que viver está cada vez mais dificultoso.
    Mas talvez por isto mesmo ou, talvez, devido a esse maio azulzinho, a esse outono fora e dentro de mim, o fato é que o tema da delicadeza começou a se infiltrar, digamos, delicadamente nessa crônica, varando os tiroteios, os seqüestros, as palavras ásperas e os gestos grosseiros que ocorreram nas esquinas da televisão e do cinema com a vida. (...)
    Sei o que vão dizer: a burocracia, o trânsito, os salários, a polícia, as injustiças, a corrupção e o governo não nos deixam ser delicados.
    ? E eu não sei?
    Mas de novo vos digo: sejamos delicados. E, se necessário for, cruelmente delicados."
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    Citações de Tempo de Delicadeza

    arte da vida não está em achar respostas, mas em trocar de perguntas,

    Pela pressa de viver as pessoas estão esquecendo de viver. Estão todos apressadíssimos indo a lugar nenhum.

    Mas há os que, com a maturidade, só vêem aumentar a fome de beleza. É como se, através de um necessário e crescente convívio com o belo, já estivessem se desgarrando das feias impurezas terrenas e pressagiando uma luminosa forma de eternidade.

    Na verdade, aspiramos ao nada. Há que estar maduro para o nada. O nada é a coisa mais funda. Os distúrbios, sob forma de acontecimentos, são exercícios de sofrimento, rugas na manhã.

    E as pessoas e casas, o que são senão gavetas dentro de gavetas, caixas dentro de caixas? Então, ir se aproximando de alguém, penetrar no espaço físico onde a figura amada habita é ir, como na estrutura da caixa chinesa, que contém outra caixa menor, que contém outra menor ainda, que contém outra e outras, até, enfim, chegar ao latente coração do outro.

    eBooks por Affonso Romano de Sant'Anna

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