Este livro é um relato (narrativa) e procura ser uma reflexão, sobre realidades e situações que o autor observou num curtíssimo período de tempo em que viveu numa comunidade (luz) em Minas Gerais/Brasil, de valores e práticas sociais muito diferentes do cenário comum. Por se tratar de uma abordagem pessoal, subjetiva e limitada, o seu conteúdo é aquilo que o observador conseguiu registrar, com trechos em que participa e é parte integrante de rituais, cerimônias e liturgias com um determinado propósito. Por isso, o livro está longe de traçar caminhos, mostrar resoluções, dar respostas e muito menos tem a pretensão de se achar acima do bem e do mal. Terras da Irmandade é também sentimento, apreensão e angústia, provação, num ambiente em que o autor é constantemente posto à prova e conhece outras formas de conhecimento e elevação. Independentemente das ideias e opiniões de cada um, no livro é possível perceber quanta seriedade e foco existem nessas práticas, ao serem realizadas de uma forma atenta e tendo sempre em vista a preservação e a valorização das espécies. Em Terras da Irmandade, o autor passa por um período muito difícil em que sente necessidade de achar (construir) um eixo de vida para poder encontrar-se, já que atravessa graves problemas familiares que o limitam e ao mesmo tempo o encorajam. Isso faz com que o seu relato oscile entre situações de grande tensão, melancolia e frustração e outros de júbilo, alegria e contemplação perante a vida, à medida que a ação vai decorrendo e caminhando para o seu ápice. Mais do que uma aventura inusitada, de caráter espiritual e religioso, Terras da Irmandade é também um celeiro de pessoas e comportamentos que interagem num ambiente rigoroso, difícil, mas religiosamente promissor.
Terras da Irmandade
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