A indagação filosófica a respeito da experiência religiosa lança suas raízes no profundo da consciência humana. A filosofia da religião encontra aí sua justificativa racional e existencial, de modo especial em tempos de suspeita em relação ao que transcende a condição humana. Esta situação de relativo ceticismo tem suas raízes mais remotas no pensamento moderno que se desenvolveu a partir do século XVI, uma era de inequívoca secularização. Contudo, isto não significa um abandono da reflexão a respeito da religião, nem muito menos, o abandono da experiência religiosa. Se a atitude do pensador procura mostrar o que a religião não é, suas teses são, sobretudo, críticas. Se ela procura dizer o que a religião é, o faz ou de modo descritivo ou genético, ou seja, especulativo. No primeiro caso, temos uma fenomenologia; no segundo, uma metafísica da religião. As teses aqui desenvolvidas seguem, pois, três perspectivas convergentes: a crítica, a fenomenológica e a metafísica. Somente o último grupo parece problemático para a filosofia. Contudo, no âmbito tomista, é necessário reconhecer que o fundamento da investigação filosófica sobre a religião supõe, antes, o caminho metafísico, que, em última instância, nos conduz ao estudo do ser. É, portanto, em vista dessa perspectiva metafísica que se apresentam as teses que se seguem.
Teses de Filosofia da Religião: elementos para a fundamentação metafísica do fenômeno religioso
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