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    Viagem ao fim da noite

    Por Louis-Ferdinand Céline
    Existem 6 citações disponíveis para Viagem ao fim da noite

    Sobre

    Obra-prima de Louis-Ferdinand Céline, romancista genial mas até hoje maldito, esse monumento da literatura do século XX denuncia com rara virulência o sofrimento de viver e a fragilidade da condição humana.


    "O romance é pensado e realizado como um panorama do absurdo da vida, de suas crueldades, seus embates e suas mentiras, sem saída nem luz de esperança. Um suboficial atormentando os soldados antes de sucumbir junto com eles; uma ricaça americana que passeia sua futilidade pelos hotéis europeus; funcionários coloniais franceses animalizados pela cupidez; Nova York e sua indiferença automática pelos indivíduos sem dólares, sua arte de sugar os homens até o último centavo; de novo Paris: o mundinho mesquinho e invejoso dos eruditos, a morte lenta, humilde e resignada de um garotinho de sete anos; a tortura de uma menina; pequenos aposentados virtuosos que por economia matam a mãe; um padre de Paris e um padre dos confins da África dispostos, um e outro, a vender o próximo por algumas centenas de francos - um, aliado a aposentados civilizados, o outro, a canibais... De capítulo em capítulo, de página em página, fragmentos de vida se juntam num absurdo imundo, sangrento e digno de um pesadelo. Uma visão passiva do mundo com uma sensibilidade à flor da pele, sem desejo do futuro." Liev Trótski, 10 de maio de 1933.

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    Citações de Viagem ao fim da noite

    Existem para o pobre neste mundo duas grandes maneiras de morrer, seja pela indiferença absoluta de seus semelhantes em tempos de paz, seja pela paixão homicida dos mesmos quando chega a guerra. Se se põem a pensar em você, é na sua tortura que pensam logo, os outros, e só nisso. Não os interessamos a não ser sangrando, a esses canalhas!

    Positivamente, tudo o que é interessante se passa na sombra. Nada se sabe da verdadeira história dos homens.

    Ser velho é não encontrar mais papel ardente para representar, é cair nesse insípido momento em que o teatro está de folga e não se espera mais do que a morte.

    Nós não mudamos! Nem de meias, nem de mestres, nem de opiniões, ou então tão tarde que não vale mais a pena.

    Quando não se tem imaginação, morrer não é nada; quando se tem, morrer é demais.

    Você se lembra de um só nome, por exemplo, Lola, de um desses soldados mortos durante a guerra dos Cem Anos?… Algum dia procurou saber pelo menos um desses nomes?… Nunca, não é?… Nunca procurou? Para você, eles são tão anônimos, indiferentes e mais desconhecidos do que o último átomo deste peso de papel defronte de nós, do que o seu cocô de hoje de manhã… Você está vendo então que eles morreram para nada, Lola! Para absolutamente nada vezes nada, esses cretinos! Afirmo a você! A prova é essa! Só a vida é que conta. Daqui a dez mil anos, aposto com você que esta guerra, tão notável quanto nos parece agora, estará totalmente esquecida… Mal-e-mal uma dúzia de eruditos ainda vão divergir aqui e acolá por causa dela e a propósito das datas das principais hecatombes que a ilustraram… É tudo o que os homens conseguiram até agora achar de memorável a respeito uns dos outros a alguns séculos, a alguns anos e até a algumas horas de distância… Não acredito no futuro, Lola…

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