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    Vivendo em Voz Alta

    Por MIGUEL FALABELLA
    Existem 8 citações disponíveis para Vivendo em Voz Alta

    Sobre

    FALABELLA CONVIDA O LEITOR A REFLETIR SOBRE TEMAS COTIDIANOS Memórias nos ajudam a viver com sabedoria. E se elas vierem acompanhadas de muita emoção, ajudam a tornar a vida mais pulsante. Em Vivendo em voz alta, Miguel Falabella escreve na velocidade de suas emoções, como quem traz cada cena viva no coração. E se abre em livro para cada um de nós. Um cachorro branco, frutas da infância, pensamentos na coxia, lembranças de um tempo distante. Miguel é tão intenso que faz das pequenas coisas da vida um espetáculo sensível que ele divide aqui, generosamente com seus leitores. Ao cultivar as memórias como quem coleciona objetos raros, Miguel nos oferece, em cada trecho, pequenos espelhos de nós mesmos. E mostra que é muito mais que um talentoso ator, diretor, produtor, dramaturgo e autor de novelas: é autor de si mesmo. E este é o seu melhor papel.
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    Definido como

    Citações de Vivendo em Voz Alta

    E quem ouve a história dá a ela uma camada a mais de cor.

    “não devemos ter vergonha de nossas lágrimas, porque elas são como chuva que lava a poeira de nosso coração ressecado”.

    A primeira coisa que chegou foi o cheiro, o cheiro da toca, aninhado em seus braços, ele me carregando escada acima. O cheiro da pele misturado a algum produto de cabelo. O cheiro e a lembrança do abandono a que nos permitimos, quando estamos nos braços seguros de alguém.

    As tempestades da alma, tão comuns na meia-idade, na verdade, são vislumbres do futuro e a bonança, que se segue a elas, sopra o vento das saudades sazonais, que chegam inexoráveis, instalam-se sem aviso prévio, tomam conta de tudo e não têm data marcada para a partida.

    feliz é aquele que conhece o perfume do que perdeu.

    Todos nós, mais cedo ou mais tarde, fazemos esse tipo de arqueologia. É do ser humano embrenhar-se pelos labirintos à cata dos gestos que nos formaram e que são as fundações de nossas pequenas civilizações particulares. E é lá, na penumbra do labirinto, que vamos nos deparar novamente com as cozinhas, terraços e pátios de outrora e encantar-nos com os pequenos gestos que, de tão frágeis e efêmeros, aprenderam a multiplicar-se para sobreviver. A

    — Quando é que a gente conta o tempo? — eu perguntei de volta, sem entender aonde ela queria chegar. — Quando se ama. A gente conta o tempo quando se ama.

    O amanhã se tempera com o ontem.

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