Num estilo direto e contundente, que poderia ser nomeado ?a nova iconoclastia?, Eduardo Minc se afirma na cena literária brasileira como um descendente direto da ?geração Beat?, caso esta turma ?maldita? tivesse sobrevivido e circulasse hoje num mundo infestado de tecnologia, tomado por gadgets e operando com exclusividade quase absoluta no meio virtual. Em vez de um ?hippie de boutique?, um ?beatnik de Facebook?, eis como o ?gauche? Eduardo Minc transita num ambiente que por princípio rejeita seu significativo grau de erudição e gosto refinado, oscilando num piscar de olhos entre o ?Adágio? de Albinoni e a batida ?funk?, sempre à sombra das palmeiras tombadas (com duplo sentido) da Rua Paissandu, icônico habitat dos cinéfilos clássicos do Rio de Janeiro.
Xeque (Ensaio sobre a existência)
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