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    A Filosofia da Adúltera

    Por LUIZ FELIPE PONDÉ
    Existem 14 citações disponíveis para A Filosofia da Adúltera

    Sobre

    Neste livro, Luiz Felipe Pondé reúne um apanhado de reflexões e provocações sobre a condição humana e os muitos tipos sociais. Inspirado na obra de Nelson Rodrigues, toma como f o condutor a adúltera, o arquétipo representativo da tragédia humana ? tragédia esta que começa justamente entre as pernas da mulher. Com capítulos curtos, ácidos e filosoficamente bem-humorados, o autor discorre não apenas sobre o cotidiano que permeia a vida, mas também ? e principalmente ? sobre aquele que escorre pelo ralo. O cotidiano do qual fala Nelson Rodrigues, de que não que-remos saber. Aquele que colocamos embaixo do tapete, ou no quartinho dos fundos. Nesse cenário, ninguém escapa. Nem você, leitor ou leitora, que certamente odiará este livro do começo ao fim. É inevitável, mas preciso. Como nos provoca o autor, ?só uma filosofia selvagem se dá ao luxo de dizer a vida como ela é?. E a vida, caros, ?está saturada de filosofia?.
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    Citações de A Filosofia da Adúltera

    A alma feminina pode pilotar aviões, mas quer ser a puta de um homem. Sem sua puta ela sucumbe à tristeza do desejo. O imortal hábito feminino é o hábito de ser objeto.

    A nova repressão sexual da mulher vem da própria emancipação feminina, que impede que ela se sinta mulher diante de um homem com medo de trair sua liberdade para o nada. Não se pode amar e ser livre ao mesmo tempo, Nelson sabia disso.

    Só os melhores entre nós, talvez, consigam entender que viver em busca da autoestima é uma das maiores formas de escuridão que existe. Vaidade é o nome elegante para o vazio que nos define (vanitas em latim é tanto vaidade quanto vazio, portanto os dois são a mesma coisa). Sempre que vivemos pela vaidade (o que nos acomete quase todo o tempo), vivemos presos no vazio.

    A opinião pública é uma peste. A sociedade moderna a contraiu como uma doença. Tocqueville, o analista da alma do homem democrático, já sabia disso no século XIX: na democracia repete-se o que a maioria diz. Não há lugar para o esforço socrático pela verdade na democracia. E o esforço socrático pela verdade é, na realidade, um abrir-se para a certeza da possibilidade de que estamos errados no que pensamos. Isso é inconcebível para a sensibilidade democrática que ama apenas as grandes quantidades do mesmo.

    Filosofar é aprender a morrer, diziam os estoicos, e eles tinham razão: enquanto não perdemos o medo de perder tudo, não começamos a viver.

    Há uma desordem afetiva no ser humano que todo mundo experimenta e, por isso, é necessário mentir, muitas vezes como ato de misericórdia. “Mintam, pelo amor de Deus”, porque a verdade é insuportável.

    O novo moralismo, filho da esquerda festiva, diz que, se você gosta de apanhar, é porque você é uma mulher machista. Antes a acusariam de pecadora, agora de reprimida e machista. A festiva virou o puritanismo secular de hoje. O

    Deus ama a adúltera e pede a ela que reze por nós. Nelson sabia disso muito bem.

    fazer algo por razões ideológicas é fazê-lo por interesse pessoal, principalmente se for com a intenção de “mudar” a ideologia de alguém). Nelson

    Nelson se irritava com os pulhas de sua época. Mas, num movimento de identificação das causas, ele fala do medo em toda parte. Medo dos filhos, dos alunos. Medo nas redações, nas igrejas, nas famílias. Mas medo de quê? Medo de que nos chamem de reacionários. Medo de que não gostem do que pensamos. No limite, Nelson vê a mesma doença que a escritora portuguesa Agustina Bessa-Luís viu. Em nosso mundo contemporâneo, o espírito só quer agradar e mais nada, segundo ela, numa afetação infantil: crianças querem agradar porque percebem sua fragilidade. Temos

    Quando alguém é livre, os outros se sentem traídos. E mais: nada na liberdade é de fato conforto, porque ela encerra em si um tipo de abandono que pode nos fazer merecedores de pena.

    Mede-se a canalhice de alguém pela necessidade que tem de ser “institucional”. O caráter exige um mínimo de mal-estar para com a vida institucional. Quando alguém fala em nome do coletivo, saiba que se está diante de um mau-caráter. Gente assim não suporta a “dessemelhança genial” que humilha a unanimidade.

    Toda a pedagogia contemporânea que centra a vida na busca de ser amado é uma miséria que busca elogios. Ficamos presos nessa armadilha. Nelson ensina que quando não pedimos mais para ser amados é que começamos a virar gente grande. Ninguém preocupado em vencer alcança essa suprema sabedoria da perda de si mesmo. Beira

    Nelson percebeu de modo claro como a teologia da justiça social preparava a teologia da prosperidade, só que esta tem mais sucesso e é mais objetiva, por isso tem muito mais sucesso. A igreja católica de esquerda fez a opção pelo pobres, e os pobres fizeram a opção pelo pentecostalismo. O padre de passeata é o pai do pastor do Jesus consultor de sucesso.

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