Perdido na ressaca, Baltazar, o velho rabugento, está debruçado sobre uma mesa sebenta de um pé sujo ilegal na calçada de uma travessa incomum. O frio que a chuva fina impõe é brutal. Baltazar não o sente devido ao movimento incessante da perna, como a de um baterista moderno em frenesi, que lhe era incontível e que conferia a sua canela uma robusteza impraticável para sua idade. Baltazar achava o lugar apropriado para o teor de sua escrita. Achava aquele um refúgio original, embora inscrustado no centro motivo da cidade...
Baltazar e a chuva oblíqua
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