Estou matutando aqui e me lembrando de alguns acontecimentos e fatos em Piranésia, que se foram acumulando em minha mente desde menino, tempo em que a vida é naturalmente premiada com alguma dose de alegria, apesar dos pesares. Cismar sozinho sobre esse tempo vale a pena, mesmo que muitas das tais lembranças nos façam mergulhar em introspecção e frustração. Resolvi alinhavar e anotar essas coisas, algumas até banais, mas que se emolduram de veracidade porque foi ?o pessoal que disse?. Em Piranésia, aprendi que mencionar ?o pessoal?, ou mesmo um ?diz que?, no início de uma história, é um jeito do contador não se comprometer. E falando ?o pessoal diz que?, ainda melhor, porque as notícias ganham mais credibilidade quando pluralizamos a fonte e a gente não especifica ninguém. Confesso que algumas delas foram semeadas e frutificadas na minha imaginação, mas, ?o pessoal diz que? isso não faz mal, porque quem conta um conto aumenta um ponto. Ter nascido no interior, numa cidade pequena, nos ajuda a imaginar.
O PESSOAL DE PIRANÉSIA DIZ QUE…
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