Numa tarde lúgubre para ele, embora de céu azul e Sol brilhante, um solitário divaga perdidamente, absorto em pensamentos imprecisos, em suas saudades e comiserações, sentado num banco da praça da matriz, em Piranésia. Ele desvia o seu olhar, e tem a sua atenção voltada para um caderno velho, sujo e mutilado, preso a uma haste de proteger canteiros dos jardins. Aquele caderno balançava com o vento, como que a querer desprender-se da haste, da praça, da cidade e talvez do mundo. Descobre, então, que existiu um dia um menino que sonhou em perpetuar em folhas alguns de seus momentos vividos, felizes e infelize. Um manuscrito que registra fatos de seu dia-a-dia, até mesmo banais, mas que deixaram marcas em sua cabeça inocente, e que, em alguns momentos, deixaram sulcos em seu pequeno coração.
Um Diário Perdido em Piranésia
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